sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Brinque com algo sério, como beijos no pescoço do melhor amigo. Fomos as crianças que se sentiam sem saída, viramos poetas. Cada um com a sua arte, cada um oferecendo o seu melhor.
E o cd não vai para de pular, e as mentiras não vão parar de escorregar. Tento seguir com a minha reputação na linha, figindo para todos, mas convencendo apenas as ondas.
Coloquem o médico no telegone, pois já não faço sentido.
Que todos assumam a sua parte na bagunça ja feita.
Que a minha volta não quebre esse coração pesado, pois é isso que ele é. Lento, demorado e gigante.
Esperançosamente espero que seja esperança suficiente.
Todos aqui estão crescendo ou apenas caindo? O que seria o crescer?
Gosto de pensar que é tudo uma questão de tempo. Parar, colocar as lágrimas de molho.
Porque a vontade é de queimar essa cidade só pra me mostrar a luz.
É como um terapeuta particular através de cada sinapse. Cada idéia gera uma revolução no pensamento, comportamento e influências.
Cumprindo o que eu preciso, como se me ensinasse a ler, a ser o melhor garoto, um químico com a fórmula.
Não importa o que digam, não acredito em uma palavra. Posso continuar cantando a mentira se todos continuarem acreditando.
Saindo às pressas, com pouco ouro e menos sorte. Sou aquele que vocês costumavam amar. Envelheci. Mas não fico nessa prisão perpétua até sentir o amargo. Condenado desde o início, envergonhado com a música do bater do meu próprio coração.
A melhor parte de tudo é acreditar. Até espero que vocês cantem comigo e roubem um refrão, mas me entendam que preciso manter tudo assim, como está na minha mente.
Todo mundo brilhando.
Todo mundo ta sentado na cozinha. Uns feliz, curtindo o momento. Uns de ressaca. Acredito que o único atucanado aqui seja eu.

A beleza parece ter me abandonado. Não vejo mais a magnitude que via nas coisas. Me sinto traído. Apesar de saber que é bobagem, que eu não devia nem considerar essa situação.

Simplesmente não tenho mais nada. A música já não é minha parceira. As palavras não garantem a minha recreação. Estou anestesiado ou em um mundo carente de estímulos?

domingo, 29 de novembro de 2009

Miserable at best.

Ele gostava de ser um caracol. Talvez pelo aconchego da concha, talvez por vergonha ou pelo simples fato que achava um insulto ser chamado de lesma.
A concha era uma proteção. O medo que sentia de se expor para o mundo era algo que superava a vontade de sentir o sol no corpo. Antes um caracol frio que uma lesma quente, isso era uma certeza.
Até que ele conheceu uma lesma diferente. Talvez uma lesma que fazia parecer a terra mais fofa, as folhas mais doces, o céu mais azul. Ela fazia ele querer até tomar banho de mar, embora isso fosse impossível.
A vontade não era mais de ser um caracol. Ainda achava estranho ser uma lesma. Se auto denominava um molusco, apenas. George, o molusco. E com o tempo, ele se livrou da concha. Tava pronto pro mundo de fora. Pronto pra sair do aconchego do próprio mundo.
Mas, de cima. Ele não era mais uma concha e, sim, uma lesma.
Foi comido por um passarinho.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mesmo agora eu posso cheirar a roupa, limpa da lavagem, ainda quente do secador.
Eu posso cheirar tua pele.
Eu posso te envolver em uma toalha.
Eu posso te deitar na cama.
Eu posso sentir teus braços.
Eu posso sentir o teu peito.
Eu posso ouvir tuas músicas.
Eu posso sentir tua mão, delicadamente sobre as minhas.

Mesmo no escuro da noite
Mesmo na baixa luz
Mesmo com o mundo exterior
Girando, e girando

Mesmo agora eu posso sentir o teu cabelo, grudando em toda a minha barba.
Eu posso sentir teus olhos.
Eu posso te ver sorrir.
Eu posso te ouvir hmmmm.
Eu posso te ouvir cantar.
Eu posso sentir o teu rosto descansando no meu colo.
Eu posso te ver dormir.
Eu posso te ver sonhar.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

É preciso obedecê-la.

A noite começa aqui
A noite começa aqui
Esqueça seu nome
Esqueça seu medo

O caro prazer
O pensamento tardio
A pedra que falta no cemitério

O tempo que temos
O gosto na mão
O amor que leva
Para se tornar um homem

O pó da madrugada
Reina sobre
Atribui-se para
Todos

Ninguém é poupado
Ninguém está limpo
Ele percorre lugares
Você nunca foi
Ou viu antes

Tu deixa cair uma moeda
No mar
Faz seu pedido, "Faça ele me poupar"

Tu nomeia o sentimento
Após o medo
E diz: "Eu lhes trouxe cerveja"

A parte do prazer
O tremor
No momento em que
Leva a desmoronar

O tempo que temos
A tarefa na mão
O amor que leva
Para destruir um homem

O ectasy
O ser livre
A grande nuvem negra
sobre você e eu

E depois disso
A queda para cima
E nós seremos anjos
Depois de tudo.

Eu não sei
Eu não sei.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

David Grohl Rei!

Lately, I've been
Livin' in my head
The rest of me is dead,
I dying for truth.

Make me, fully,
No more left and right,
Come on take my side,
I'm fightin' for you,
Fightin' for you.

Pleased to meet you take my hand,
There is no way back from here,
Pleased to meet you say your prayers,
There is no way back from here,
But I don't care,
No way back from here.

Wake me, I'm ready,
Somethin' don't seem right,
I was dreamin',
I was talkin' to you,

Memory, bear me,
Know I've seen my share,
Things I can't repair,
I'm breakin' to you,
I'm breakin' to you.

Pleased to meet you take my hand,
There is no way back from here,
Pleased to meet you say your prayers,
There is no way back from here,
But I don't care,
No way back from, here.

Pleased to meet you say your prayers,
There is no way back from here,
Pleased to meet you say your prayers,
There is no way back from here,
But I don't care,
No way back from, here.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

thats it.

closed for lack of belief.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

luz azul? Não, tom de azul!

Tudo que eu preciso é de um pouco de tempo.
Pra ficar atrás do sol e moldar meu peso.
Tudo que eu preciso é paz de espírito.
Aí eu posso celebrar.

Tudo em tudo tem algo pra dar.
Tudo em tudo tem algo pra fazer.
Tudo em tudo tem algo pra viver.
Contigo.


sábado, 7 de novembro de 2009

Era um caráter dúbio e pesado de carregar.
Mas, como a música diz, o rock acabou.
Melhor ligar sua TV.

domingo, 1 de novembro de 2009

Ele tava assim. Se sentindo que nem aquele pingo de chuva que cai sozinho da nuvem.
Por mais que todos estivessem na sala, por mais que estivesse presente nas conversas, efusivamente, algumas vezes, ele se via só.
Não era a imprevisibilidade que o atraía, afinal de contas. O trunfo era, na verdade, sentir a empatia ímpar que radiava dela.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O agora.

Livre e feliz. Era assim que Félix, o pássaro, não o gato, se sentia. Voava. Era apaixonado pelo sentimento mais belo do mundo: a liberdade.
Se sentia leve e dourado. Gostava de se banhar no sol e beber da lua. Cantava que nem um tenor quando pousava no galho em frente a casa da sua amada.
Pelo tempo, foi almadiçoado. Era antes um homem, agora uma ave e, apesar, amava uma mulher. Cantava quando ela acordava. Cantava para ela dormir.
Queria que os sonhos dela fossem acompanhados do som da harpa de Orfeu e do canto das ninfas da floresta.
Ela não o notava. No máximo o considerava um amigo. Assim como Diana considerava Órion.
Mas o que o coração pulsava não era só sangue. Era uma mistura de ansiedade e euforia que faziam que o bater de asas fosse mais forte e profundo. Que o canto fosse alto e digno. Que, mesmo para um pássaro, sua mensagem fosse entendida por todos outros seres.
E foi.
Ela agora amava acordar no ar matinal. Mas não sem o canto dele. Se sentia preenchida por todas as notas que vinha da música oriunda da árvore. Queria conhecer o muso que a alegrava para acordar e a acalmava para dormir. Não podia.
Ainda não.
Esperava pelo retorno da normalidade para Felix voltar a ser seu príncipe. E ela sentia que não ia demorar muito.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Se bem quiséssemos, poderíamos vagar por essa vastidão que chamamos de mundo assim como a semente alada de uma árvore bate asas ao compasso dos ventos da primavera.


Uma escadaria de paredes de tijolo. Uma luz que mais tangia o suspense do que iluminava. Um leão, que embora de bronze, protegia a entrada.
Admito que não era de dificil entrada. Mas o clima e o sentimento de receio do perigo deixavam uma aura que colocavam a prova a coragem.
Sem dúvida alguma, foi desenhado por um ótimo arquieto. Quando mais ele descia, mais longe o fundo ficava. E isso o fazia ir cada vez mais.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Sentia-me à vontade em tudo, isso é verdade, mas ao mesmo tempo nada me satisfazia. Cada alegria fazia-me desejar outra. Ia de festa em festa. Acontecia-me dançar noites a fio, cada vez mais louco com os seres e com a vida. Por vezes, já bastante tarde, nessas noites em que a dança, o álcool leve, o meu desenfreamento, o violento abandono de cada qual, me lançavam para um arroubo ao mesmo tempo lasso e pleno, parecia-me, no extremo da fadiga e no lapso de um segundo, compreender, enfim, o segredo dos seres e do mundo. Mas a fadiga desaparecia no dia seguinte e, com ela, o segredo; e eu atirava-me outra vez.
"O estudante explicou que a mulher do açougueiro era na verdade uma provinciana inteiramente comum e que era justamente isso que o atraía tanto.
Como eu o compreendo, disse Goethe, são justamente esses detalhes, uma roupa mal escolhida, um ligeiro defeito nos dentes, uma estranha mediocridade da alma, que fazem com que uma mulher seja viva e real. As mulheres dos cartazes publicitários ou das revistas de moda, que hoje quase todas as mulheres procuram imitar, não têm encanto porque são irreais, porque são apenas uma soma de instruções abstratas. Nasceram de uma máquina cibernética. Meu amigo, eu lhe garanto que sua provinciana é a mulher certa para um poeta e o felicito!

O estudante pegou o livro de volta e enrubesceu de orgulho. [...] Ele pensa em Cristiane e a deseja infinitamente. Sobre roupas ridículas, a poesia jogou um manto tecido com as palavras mais sublimes. Fez dela uma rainha".

Kundera. Le livre du rire et de l'oubli.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Novo layout.

Trocar os ares é bom.
Rehab por inspiração.
Rockabilly, baby!

Pa pa pa pa pa

Agora eu vou dizer como que vai ser
Quando tu entregar teu amor pra mim
Do raiar do dia até o anoitecer
Queria que o que eu sinto não tivesse fim.

Pa pa pa pa pa

Se quero que o que sinto não tivessem fim
Terei que fazer um dia tu me dizer sim
O que penso para nós é maior que um trem
Te mostro tudo se tu viajar também.

Pa pa pa pa pa


terça-feira, 20 de outubro de 2009

A beleza é dúbia. Não tenho dúvida disso. Embora ambos estivessem tentando chegar ao mesmo objetivo, não enxergavam a finura e delicadeza dos traços de intenções do parceiro. Se perderam. Não houve sintonia. Surgiu o descontentamento. Ficaram emburrados.
Desligaram o telefone.
Tu, tu ,tu, tu,tu, tu , tu, tu........

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Nossas vidas são como ruas. Algumas pavimentadas, com belas calçadas. Umas curtas e de chão tortuoso. Umas que podemos chamar de avenidas, outras de alamedas.
Não sei como eu seria como rua. Começo bem, mas tenho buracos. Cada amigo que tenho é um cruzamento. Com os menos íntimos, coloco sinaleiras; placas de pare, para os que não possuem uma avenida.
Tem aqueles que se sentem no direito de simplesmente passar, de ter a preferencial e de, as vezes, causar acidentes.


Um coração latente, uma caneta e um papel. Um bater irritante de um relógio na cozinha. Um chão quase sempre duro, branco e gélido. O mesmo pensamento de sempre. O mesmo pensamento que tanto cega como da esperança. O saber que todo e qualquer dia leve ao amanhã. O saber que no amanhã ele terá que apertar o interruptor pra cima e pra baixo várias vezes pra ligar a maldita luz fluorescente do banheiro. Que vai voltar pro quarto, flertar com a vista e ficar feliz em dormir com a janela aberta e com a luz de cabeceira no mínimo. Eu ,amigo, não sei dizer se isso o fazia feliz. Mas me parecia que cada sorriso vinha com uma lágrima.
Mas, e hoje? O coração ansiava. Batia forte. Tão forte que a jugular pulsava num ritmo frenético. A mão, tão acostumada, tremia. A folha de papel já precisava ser trocada. Cada letra borrava com cada pingo. Uma mistura de suor com lágrima dava o tom do sentimento. O dia tava se arrastando, ele queria dormir.
Esse bloqueio já tinha dois meses. Dois meses que nada saía como ele queria. Todos as idéias o paqueravam, mas, assim como suas paixões, era muitas e não duravam. Queria expressar de alguma forma o que sentia. Como cada pessoa provocava uma sensação diferente, como cada cor parecia mudar com o passar do dia, como o cheiro da manhã é muito melhor que o da tarde, mas perde pro da noite, como algumas músicas provocavam uma euforia descomunal, como a saudade é um sentimento que te aperta, como o orgulho é um sentimento que aperta o outro, como o pé gela e ele espirra, de como uma simples noite de segunda com coca-cola e pizza pode ser divertido, como as pessoas tem relações diferentes com os pais, como os pais dele eram legais, como ele tem medo do futuro, como ele quer se apaixonar por quem ele nao acha, mas sente, que vai...
Mas, como sempre, palavras fugiam. E ele fugia daquelas que pareciam não o priorizar, que passavam o tempo, também, com outros como ele. "Ah! É muito esforço. Existem tantos por aí que se expressam como eu quero que os invejo", pensou.
Foi emburrecer na internet.
Era uma tarde como outra qualquer. Bem, talvez não tão ordinária assim, já que fazia pouco tempo que ele tinha voltado. Fazia exatamente um ano que estavam todos reunidos na mesma sala, sentados no mesmo lugar e (quase) conversando a mesma coisa. Mas tinha algo a mais. Deslocado não é a palavra pra descrever o que ele tava sentindo. Frustração, talvez. Até que, mesmo assim, quando a luz do sol entrou pela janela, reluzindo no pó que levantava da colcha velha e na tímida fumaça que saía da lenha queimando, quando a imagem pareceu ser uma foto, ficando preto e branca, capturando todos os momentos reais e verdadeiros que estava acontecendo, ele se deu conta de como gostava dela.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sorry, man! Really. Its just that I grew up back in the 90s, when internet couldn't buy a soul, hand phone was still brick size, children were still playing at outdoor, techno and rock were still on the radio. Im not saying I fell reckless, just a bit lost. Thats all!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

So then you pour out yourself into an empty cup,
But little did you know, it never wanted filled up
You're filling a void, and they're flying from your questions
Like, 'Do you feel the same?'
And they say, 'Babe, we're on the same page.'
And then they burn the book
If Columbus was wrong I'd drive straight off the edge.

sábado, 10 de outubro de 2009

...e ele não sabia o porquê de conseguir se expressar tão bem pros outros e não pra si mesmo. A vida inteira tinha sido no improviso e agora estava ficando cada vez mais dificil de planejar a volta...

domingo, 20 de setembro de 2009

Dedos tremem. Um enxame na barriga. O suor começa a latejar. Calafrios. .Ele não sabe o que fazer. Não tem um lugar pra ele. Ele se sentia sozinho. Queria cagar!

sábado, 19 de setembro de 2009

As vezes eu gostaria que as pessoas pudessem escovar os dentes por mim.

Não há.

Fazia um tempo que não se viam. Ela tinha medo que tudo estivesse estranho. Que ele tivesse mudado mais do que o esperado. Que não a quisesse mais. A cada sinal vermelho, uma angústia. A cada minuto que passava, uma pontada de ansiedade.

Fazia um tempo que ele tinha voltado. Dois dias, na verdade. "Que parecem uma eternidade". Mas agora tinham todo o tempo do mundo para fazer o que bem entendessem. Por ela, teriam todo o tempo do mundo. Bastava ele ficar ali. Parado aonde ela pudesse ver. Dela e pra ela.

Fazia um tempo que ela não se sentia tão pra baixo. A despedida ainda espetava na memória. O lado da cama ficou frio. O banho perdeu a graça. A vaidade foi com ele. Decorava manchetes. Via TV. Escutava o rádio. Não sentia nada.

Fazia um tempo que ela não perdia a nocão. Que a imagem desfocava. Que o pulso pulava. Que o fôlego faltava. Ela não se sentia mais ela. Perdera todo o controle dos sentimentos. Tudo estava uma bagunça. Tudo estava em segundo plano.

Fazia um tempo que o tempo só fazia faltar. As horas sobravam. Os dias só não eram mais intermináveis que as noites de insônia. Livros e mais livros. Revistas e sitcoms. Travesseiro duro. Barulho de bruxismo. Gosto de lágrima.

Fazia um tempo que tudo isso a rondava. Ele não vai voltar. Tudo mentira. Tudo não passa de anseios, desejos. Ele não existe. "Desordem no corpo. Erro no espírito. Uma coisa alimentando a outra, eis o real da imaginação".

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cafeína


Todas essas frases. Escritas. Reescritas. O diário já não tinha mais páginas. Ele nunca se achava pronto. Mas via o tempo passando, como a lebre que vê a tartaruga vencer. Angústia. Como uma bridge sem nexo em uma música pop. Tudo ia passando e cada vez mais ele ia se desconstruindo.

Prazer. Paixão. Pólvora. Paciência. Passado. Posse. Prisão.

Tudo mexe. Tudo aborrece. Tudo ensina. A vida sozinho tem tantos ferrões quanto uma abelha. Tudo lembra cheiro de queimado. De arruda. Gosto de pimenta. Mas com certeza essa foi uma batalha que ele se orgulha de ter enfrentado sozinho. Saiu por cima. Aprendeu. Se amou.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Tudo o acometia de uma só vez.
O que ele sempre rezou pra acontecer.
O amor de Priscila e o amor de Inês.
Um para usar, um pra esconder.
Só estava faltando o sexo a três.
Mas ele não fazia por merecer.

"Ah! Minha vitrola, meus discos. Meu stéreo, meus cassetes . Meu som e meus cds.
Todos juntos, na mesma sala. Acompanhados dos meus vhs e do meu pensebem.
Alí também guardo meus amores. Alguns com mofo, admito.
Não sou do tipo de guardar troféus. Mas, entregue as traças, estão a prova das minhas conquistas. Todos das quais me orgulho, só não vejo motivo para te mostrar.

Não, Inês. Não tenho vergonha de ti. Sou casado, tenho filhos. Sou meticuloso. Só faço a barba na direção do pelo. Sim, te vejo como minha Teresa na posição de Sabina. Mas, nunca te prometi nada."

E era sempre assim. Todas as manhas. O espelho já estava cansado.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Is this how you like to take a ride?

E ela se da conta. Taxistas suados em seus bancos decorados. Pessoas medianas levando suas vidas como manda a receita. Todos na mesma fila, na mesma linha de montagem. Eles adoravam estar doentes, mesmo procurando a cura.
Tu pode chamar de insano. Pode chamar de excêntrico. Mas ela marcava os livros com facas." Tudo o que somos é o almoço do deuses. Porque não somos todos músicos de jazz? Uma pequena melodia logo será desejada".
Ela sentia que todos estavam a esperar ganhar na loteria. Assim comprariam todos os sonhos.Ela me achava uma fita de auto ajuda com o pior tema. Tudo que eu queria era acorda-la desse sonho. Eu ainda não era muito. Ou era assim que eu via?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ela era linda. Tinha os dentes brancos e o humor sarcástico. Ele sentia que ela também tinha muita vontade de viver. Eles gostavam de conversar. Tinham afinidade, apesar de ela gostar de praia e ele de cidade. Ela de vinho e ele de cerveja. Eles se completavam, na verdade. O que ele tinha de pé no chão, ela tinha de cabeça nas nuvens. Ele nunca tinha acampado, mas sempre teve vontade. Ela enjoou.
Pela primeira vez, desde que eles conheceram, nenhum dos dois tem algo a dever a alguem. Podem ser e fazer o quem bem quiserem. E ela sabe bem disso. Deseja ele como o espinho da rosa espera o cravo. Quer uma presença masculina, mas tem receio de se machucar.
Ele queria ela com a mesma curiosidade que Psique por Eros. Ja a amava tanto que queria tornar real esse sentimento.
Ele não tinha medo de se entregar. Se soubesse qual seria o resultado, que graça que iria ter? Ela sempre teve um pé atrás com tudo. Apesar de ser graciosa, tinha os trejeitos da irmã feia. Aquela que sobrevive na sombra das outras. Ah!
Andando pelas ruas. Pessoas anestesiadas e lugares cinzas. Nada parece ser. Nada é tão doce quanto o que ele não pode ter. Ele gostava de tudo. Imaginava ela tirando o esmalte e enrolando o cabelo no dedo. O medo tinha passado. Ele ia reunir todos grãos de confiança e atirar.
Ele tinha medo de gaguejar. Era muita coisa que ele sentia. Muita confusão. Ele podia dormir nos olhos dela. Ela é familiar. Ela causava um estado de espirito que dava vontade de apagar todas as luzes de Porto Alegre. De deixar a lua no chão e o rio no céu.
Mas ele deitou pra um lado e ela pro outro. Riram, brigaram e cantaram. Mas ele não conseguiu. E mesmo esperando por aquele momento desde sempre, ele não fez.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Contradição

Ela queria gritar. Tudo que parecia ser um conto de fadas era podre. Antes uma boêmia, agora um fantoche. Se fosse antes, ela ia encher a cara de whiskey barato e ouvir Tim Maia. Não ia ser o bastante. Ela queria amaldiçoar todos. Queimar algo bonito. Sujar guilhotinas. Ficar alegre ao vê-lo desesperado, como luzes brilhantes que a remetiam aos momentos íntimos que eles nunca mais terão.
Ela não era a culpada. Quem pode dizer que o choro também não era falso? Quanto pior a dor, melhor o gosto da lágrima. Ela se sentia atada. Amava-o. Mesmo depois de ter caído da maior das alturas.
Ele falava. Falar é facil. A boca dela estava cheia de sangue, de tanto se calar. O porquê dele não ter inventado outra história ela não entendia. "Mas ele que vá achar a verdade confortante nos braços de outra", pensou.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Pensamento em construção.

É confuso. Por trás de toda a poupa de vivido que ele mantinha, uma carência de histórias o acometia. Momentos com amigos ele teve. Momentos com amigas, também. Mas, faltava algo. Sérgio sempre fica estupefado com a insônia mal educada que insiste em vir junto da imaginação.
A batalha entre o doce pensamento que o mantém acordado com o saber que o dia de amanhã se arrastará não o deixam feliz.
Por que Sérgio não consegue deixar um doce momento de paixão acontecer?
Desde a última conversa que tiveram, os planos mudaram. Planos concretos passaram a pesar como pluma. E ela assoprou. Ah! Ela! O motivo da insônia. O motivo da nova fase.
Sérgio, como todo louco, está apenas metade cheio. Encontra falhas. Encontra motivos. Se sabota.
Ele sempre foi. Mas, agora vai por ela.
E isso o acalma. Ele fecha os olhos.
E dorme.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Random thoughts for Valentine’s Day, 2004. Today is a holiday invented by greeting card companies to make people feel like crap.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Deite apodrecendo onde eu cair.
Morri pelas más intenções.
Sufocado e embalsamado.
Agora todos nossos sonhos nos são tirados.
Tu me jurou que não iria, mas, logo em seguida, perdeu a cabeça.
O som que tu faz me lembra dor.

terça-feira, 28 de julho de 2009

E depois o acaso some. Entra a rotina. Entra a monotonisse. Entra o chão.
Não é mais o mesmo. Não tem mais a mesma graça. Não é mais pra ti.
O ar pesa. O suor lateja. O medo bate.Vai ficando cada vez pior.
O conceito muda. A influência mais importante na vida.
É tal como a constante de uma fórmula matemática.
Ela sempre irá existir e sempre sempre te afetará.
Até que todo o acaso te inunde e te mude.
Dai é que entram novos personagens.
E a constante não afeta mais tanto.
E o tempo vai passando rápido.
E as lembranças dormem.
E entra a novidade.
E o chão some. -------------------------------------------EU.
Tudo muda.
E tu é tu.
Só tu:
Eu.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O que determina um momento? O que torna um acontecimento em algo tão memorável?
A imprevisibilidade ao mesmo tempo que assusta, é lindo.
Nós nascemos com uma certeza. Mas todo o resto do nossos dias é tangido pelo caos.
E isso que torna tudo muito afudê. O não saber aonde vamos dar.
Podemos ficar todos os dias deitados na cama. Podemos deixar a rotina tomar conta. Tudo vai dar num lugar. É como uma equação onde nossos atos são as varíaveis e o resultado da igualdade é o nosso futuro. O porém é que o destino entre com o sinal matemático. Ele pode multiplicar, dividir, somar ou subtrair. Nosso livre arbítrio nada mais é do que a soma dos nossos atos. Não somos os responsáveis pelo nosso destino. Mas o mesmo não é predeterminado. Simplesmente, tudo é imprevisivel.
E, quando conhecemos alguém por uma obra total do acaso, algo tem.
Só isso.
Algo tem.
C oincidência.
O bra do acaso.
I ncidente.
N ó do tempo.
C aos.
I niciativa.
D estino.
E sperança.
N ovidade.
C arma.
I mpulso.
A paixonar-se.
É essa minha obsessão pelo protagonismo que me leva a nao pensar, mas sim agir.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Londres eh uma viagem. Serio! Tudo aqui eh meio surreal. Desde sentar na mesa com amigos ingleses, franceses, escoceses, canadenses e colombianos, a tentar me expressar e fazer piadas que eles nao irao entender de qualquer maneira.
O relacionamento em Londres eh algo digno de um estudo. A barreira da lingua impoe uma certa superficialidade ao relacionamento, ja que quem nao eh nativo demora pra ser quem eh. Mas, ao mesmo tempo, os relacionamentos aqui nao precisam de muito pra virarem profundos. Conhecidos viram amigos depois de duas noites.

Vim

pra ca na esperanca de encontrar todas as respostas que minha casa ja nao me dava. Vim pra ca ansiando achar aquilo que faltava.

Estou aqui na esperanca de encontrar perguntas pras respostas que encontrei.

domingo, 19 de julho de 2009

Imbetile.

Se as correntes te levarem pra onde nao se pode ser, apenas se lembre de respirar.

Achei um tsunami tentando derrubar a aurora.

Memorias como balas quebrando minha armadura.

Eu nado por dias melhores, apesar da ausencia do sol.
Mesmo se me afogar em alga salgada, nao desisto.

Tenho que nadar por noites que nunca acabam.
Por amigos que me farao eterna companhia.
Pela musica que me salva.


quarta-feira, 24 de junho de 2009

Inspiração

Sem você, me falta inspiração.
Sem-------------------inspiração.
------você-me-falta.
------você,------------inspiração.

Sem inspiração, me falta você.
Sem-------------------------você.
------inspiração-me-falta.
------inspiração,-----------você.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Teseu III

O dia seguinte é confuso. Teseu nunca se sentira assim antes. A confusão era no peito. Como se os seres fluorescentes do seu corpo empurrasem suas costelas de dentro pra fora. Teseu abre seu caderno e começa a escrever.

Nunca me senti assim antes. Hoje pode ser o dia que eu sempre esperei. Quando todo o meu trabalho não sera ignorado. Talvez Hulma esteja certa. Talvez eles percebam que eu posso mudar o mundo e abrir os seus olhos. Eles sabem que eu sou mais do que alguns que querem só carne. Não sou apenas um qualquer. Eu acredito no Amor. Eu só quero provar que mereço esse prensente dado pelo destino. Eu vou mudar o mundo e, talvez seja assim que as coisas são.

Posso imaginar tudo. Todas as cores subindo e descendo enquanto decoram a página. Eu vou construir as luzes durante um devaneio e eles vão entender que isso foi feito pra mim. "Esse é o seu destino". Posso quase ouvi-los dizer.

O tempo passava e Teseu continuava a escrever e traçar seu plano. A ansiedade era algo que proporcionava uma imaginação ambiociosa, típica de um querubim.

Vou deixar tudo bem iluminado. Vou deixar queimar de tão brilhante. Que desperte a atenção de todos. Que o céu seja flamejante, mas que quando não, que seja escuro e suave. Posso ver tudo. Flutuante como um sonho, logo acima da minha cabeça. Uma perfeita simetria. Posso ver a cara deles quando virem a luz. Posso ouvi-los dizer "Deixem a luz brilhar. Deixem-na queimar de tão brilhante. Que nossa atenção seja despertada. Que o céu, quando não escuro e suave, seja flamejante!"

Sonhe com os olhos fechados. Tente e separe a pérola dos seus ossos. -
Escreve Teseu em letras garrafais, enquanto seu devaneio o faz transpirar.

O grande dia chegará. A visão do mundo havia sido realizada. Mas a escultura da Terra foi vista com olhos invejosos. Teseu se negou a entregar sua realização. Ele queria ser ouvido. "Deixem meu único bem comigo", exclamava. Mas mesmo com essa súplica ninguém o atende. Épicles, o Construtor apenas sorri, enquanto seu projeto é roubado. Então, se sentindo derrotado, Teseu se deixa cair nos pecados terrenos. Ninguém parecia entender, fora as sombras. Ele sentou em paz e, em seu ombro, estava uma aranha marrom chamada Birma.


Teseu II

Que bagunça esplêndida! Épicles, o Construtor e sua última criação. Ele esqueceu do meu dom. Então eu acho que ela é a única que sabe aonde eu posso chegar. Devo ser paciente. Todos vão ver do que sou feito. Eu sou aquele que guiará o mundo pra melhor. É o meu destino. - Teseu, pensa, ao ver que Hulma era a nova atração - Tudo parece desparecer quando eu olho pro seu rosto. O céu e as árvores borram. Eu nunca me senti tão bem como quando ela me olha. Do meu quebra cabeça, eu encontrei a última parte. - completa Teseu, ao evitar a mentir pra si mesmo.

Não te preocupes, rapaz. É um disperdício de tempo. - fala Hulma, acordando Teseu de seu delírio - Coloque sua mão na minha, desvincule sua mente. Apenas flutuaremos pelo dia. Você não é o único que tem medo do amor. Logo todos se darão conta do que tu é feito. Tu é aquele que guiará o mundo pra melhor. É teu destino. - termina Hulma, misteriosamente parafraseando os pensamentos de Teseu.

Aproveitando a deixa, Teseu começa - Tu é a resposta! Hulma, por favor, ouça. Eu gostaria de explicar. Eu deveria ter te dito tudo antes, mas ando sendo meu pior inimigo. Minha mente está tropeçando, me deixando perdido. Me ajude nesse labirinto. Porque eu te vejo como a chave, a virada da fechadura e a quebra das correntes.

Tudo parece desparecer quando eu olho pro seu rosto. O céu e as árvores borram. Eu nunca me senti tão bem como quando ele me olha. Do meu quebra cabeça, eu encontrei a última parte.
- pensa Hulma, espantada por ter entendido a indireta complexa de Teseu.

Teseu, o mais talentoso arqueiro, o mais qualificado dos querubins, sentiu a sua aptidão e ardósia sendo usurpadas. Envergonhado, ele reclama pra Épicles, o Contrutor, que respondeu com uma uma cara calma ... inexpressiva.

Sonhe com os olhos fechados. Tente e separe a pérola dos seus ossos. - Foram as últimas palavras de boa noite de Teseu para Hulma, antes da despedida. Ele sentia que algo estava mudando.



Teseu I

Este é o início e o fim. A ascensão e a queda. Nossa história começa ainda na fonte, onde nossa criança aprende a engatinhar.

Coloque a sua mão na minha. Desate sua mente.
- Disse Teseu.

Deixe seu cerébro inchado flutar que nem um balão. - Disse Épicles, o Construtor - Coloque a agulha no seu caminho, passe de cima a baixo e, a cada lagrima, dê um nó. Alimente a agulha com seu olhos. - continuou.

E o desenhou vai ficar do outro lado? -
Perguntou Teseu.

Se assim o deseja. - Épicles, o Construtor confirma.

A necessidade de compor. - Pede Teseu.

O Mapa Genético. -
Adiciona Épicles, o Construtor.

A curiosidade científica. -
Teseu identifica.

Os esquemas detalhados!. -
Épicles, o Construtor exclama.

Está pronto? -
pergunta Teseu, com uma evidente timidez.

Tudo o que fiz foi plantar a semente e regar. O resto é com você. Para aprender, amar e rir terás que convencê-la. Se não, só o que farás será separar, pesar como uma âncora. -
explica Épicles, o Construtor.

Mas eu sou um escravo da noite. -
Teseu responde, com medo de perder a batalha que ainda não começou.

Hulma estava pronta. Assim como em Teseu, Épicles foi o autor e o arquiteto.
Os anjos foram sua tinta, seus atores e atrizes. Seus dois puros talentos foram Teseu e Hulma, dois corações destinados, vinculados pela mesma idéia, o implacável constância de amor e de esperança. Algo que você pode salvar e restaurar a partir de qualquer aplicação. Em ela, Teseu confidenciou reduzir sua frustração. Seus sonhos tinham sido esgotados. Oh, como elas o usurparam.Teve sua paixão evitada e seu sangue derramado. Mas, assim que ele confessou a ela, ele se apaixonou.
Um escravo de seus olhos.

your name isnt Rio.

E tu ja se sentiu como tivesse sozinho?
E tu ja desejou ser desconhecido?
Eu ja.

E tu ja sentiu que as coisas não estavam bem?
E tu ja sentiu que o tempo passava devagar?
Eu ja.

E tu ja ficou acordada a noite toda?
E tu ja disse pra ti mesmo não tentar?
Não tentar se por pra baixo.

E tu ja se apaixonou?
E tu da chance pro destino?
Porque tu sabe que eu dou.

Então me escuta calmamente.
E sente teu coração bater infinitamente.
E olha pras estrelas quando o sol se esconder.
Cada folego que tu toma me faz tremer.
Tudo, eu disse tudo, é imaginação.
Te senta e segura a minha mão.
Te prepara pro melhor e mais completo passeio.
Porque eu vou te fazer minha e sanar meu anseio.

desmagnetizado.

Aqui eu dou adeus para o sono.
Acho que ficar acordado é exatamente o que preciso.
Desconsiderar meus pensamentos.
Desconsiderar minhas contagens e minhas realizações.

Aqui dou adeus para o amor.
É um bom divertimento que te levanta.
Bem contra a parede.
Me fazendo desconsiderar meus pensamentos.
Bem contra a parede.
Mastigando e engolindo minhas premissas.

Todo mundo precisa conhecer todo mundo?
Sabes que teu exército é só mais um dentre mil?
Tu realmente acha que ta indo bem fundo?
Declarando guerra àquele que te serviu?

Aqui eu dou adeus a preguiça.
Acho que nunca consegui agitar essa pequena sensação.
Me faz desconsiderar meus pensamentos.
Não continuar com as minhas contagens e realizações.

Aqui eu dou adeus pras mentiras.
Bebi desse copo, mas não devo nada.
Achando que me inspiraria.
Mas isso desconsidera meus pensamentos.
Eu quero me inspirar.
Que meus demonios continuem presos no sótão.

Será que deus ta sentando ou guardando o cofre?
E se ele for o mesmo do velho testamento?
Me recebendo com fogo, praga e enxofre.
Só pra me ver sofrer meu ultimo momento.

Aqui eu tentei dar adeus ao amor.
Mas a preguiça ainda não foi embora.
Eu fico cada vez mais com sono.
Mintindo pra poder ir pra cama.

Eu volto. Mas não pra dormir sozinho.
Eu te amo tanto que não me importo contigo embaixo da minha pele.
Eu relego os teus defeitos, minto pra mim.
Gasto meu sono contigo.
Algum profeta ficou de escrever os meus pecados.
Sei da tempestade, mas tenho preguiça de fugir.


domingo, 7 de junho de 2009

Ato I

Três anos e meio depois daquele fim de namoro traumatizante, ele a vê pela primeira vez. O não saber o que pensar o transtorna. Passar por tudo aquilo de novo não era um opção, mas Rodrigo não consegue deixar de sentir um resquício de amor pela única guria que já fez ele suar frio. A imaginação corre solta. Todas as músicas que ele jurou nunca mais escutar são a trilha sonora da noite.
A vontade de saber dançar, para impressioná-la, toma conta. O que ele mais queria é que ela o notasse. O porquê do fim não é importante, mas sim o anseio sufocante de tê-la por mais uma noite.
"Ela deve ser a guria mais dificil de conquistar na noite, tirando a noiva", ele pensa. A patifaria ainda está no sangue. É impossível se livrar do mal sabendo que este foi o único amparo que ele teve nos últimos anos.
Tudo que foi vivido o levou àquele momento. Todos o momentos embaraçosos que o fizeram aprender a ser o que é. Todos os momentos memoráveis que o agraciaram por ele ser quem é. Tudo parece não ter importância, pois ele sente que poderia ter tomado outro rumo. Poderiam ser ele e ela naquele altar. Poderiam, mas não é. Ele não sabe de quem é a culpa, mas sabe que o orgulho abusurdo que sentia quando era mais jovem é um dos protagonistas.

Carência

Não vejo alguém feliz com seu relacionamento faz algum tempo. A carência é o principal combustível da sociedade moderna. Só pode! Os carentes são um alvo fácil. Presas sociais ou sexuais. Vender algo pra alguém que sofre de carência é a mesma coisa que mandá-lo para o supermercado quando uma fome atroz o acomete.
Existem dois tipos de carentes. Aqueles que se entregam com facilidade, que, quando se sente sozinho, é comum embarcar em relacionamentos confusos, pois busca no outro o amor que não consegue armazenar em si mesmo. Esse é o tipo predominante na sociedade. Os antes mal acompanhados que sozinhos ou, como afirma o ditado: ruim com ele pior sem ele. Infelizes com sua própria companhia, esses carentes acabam por preterir a felicidade de estar livre pelo comodismo de ter alguém, não importanto saberem que estão num relacionamento sem futuro. Mulheres carentes estão mais para esse tipo.
Os homens carentes, na grande maioria, preferem outro tipo de comportamento para enfrentar a carencia. Muitas vezes cegados por premissas sociais, acabam por adotar um corportamento extremamente vulgar e prático, o "galinha". Adotam a técnica do bastantão para afirmar a auto imagem, provavelmente baixa, fruto de um possivel fim de relacionamento estressante. Aqueles que sabem que estão cansados da vida de solteiro, mas fogem de qualquer caso que comece a ficar mais sério.
Da teoria eu sou conhecedor, mas na prática ainda sou aprendiz.

sábado, 30 de maio de 2009

The Devil And God Are Raging Inside Me

Não espere de mim algo mais que um momento. Não espere que eu complete todas as lacunas que faltam, ou que os espaços em branco se completem com o tempo. Eu não to aí pra ti. Eu penso muito em mim e quase nada em ti. Sou megalomaníaco. Meu ego só não é maior que meu amor por mim. Sou Cristo e Anticristo em um só. Sou Clark Kent quando me convem, mas seguro por saber que o homem de aço está por baixo da minha camisa e paletó. Ja convivi por muito tempo com kriptonita. O suficiente pra saber que tu não pode esperar de mim nada mais que um momento.
Nunca antes eu senti uma guerra de consciencia tão grande. Tenho, literalmente, Deus e o Diabo discutindo dentro de mim. Não consigo pensar que não há nada de melhor fora da minha janela. Mas é dificil passar a noite sem ninguém na minha cama. Sei que não quero e não vou morrer sozinho, mas continue não esperando nada mais que um momento comigo.
Não que eu tu não seja digna de algo maior. Mas tu não é o que eu procuro. Nada contra. Não é tu, sou eu. Eu poderia passar horas contigo, atuando. Traçando as curvas do teu rosto e corpo, falando que um dia eu vou rezar para que tu me implore pra implorar pra fugirmos. Te falando que tu é a minha fonte de inspiração, pra não me deixar tão louco, pra não me deixar ir, que tu me provoca pensamentos inesperados e lindos. E eu posso colocar a minha mão na tua e falar que tem o perfeito encaixe, e, durante os beijos eu vou sussurar pra que me mostre tudo o que eu posso ser.
Mas isso pra mim vai ser só outro momento.
Até que tu sejas a que me proporciona um.
Até que tu sejas a que me encanta.
Daí sim.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ledo engano.
Leu-se engano.
Lê o do engano.
Leda, engano.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Provo meu ponto assim:

Se abrirmos um dicionário e procurarmos o significado da palavra vontade, encontraremos esta definição: “Faculdade de praticar ou não, livremente, algum ato”. Aceitaremos esta definição como verdadeira, irrepreensível.

Mas não pode haver maior engano, pois esta vontade que reivindicamos com tanta altivez, cede sempre o passo à imaginação. É uma regra absoluta. Uma regra sem exceção.

“Blasfemia! Paradoxo!” – todos bradam.

Tsc Tsc. De forma alguma.

“Verdade, pura verdade!”, respondo.

E, para se convencerem, abram os olhos, olhem em torno de si e saibam compreender aquilo que vêem. Hão de ver, então, que o que digo não é uma teoria aérea, produzida por um cérebro doentio, mas a simples expressão daquilo que realmente é.

Suponhamos que há no solo um tábua de 10 metros de comprimento por 25 centímetros de largura. Está claro que todo mundo é capaz de ir de uma ponta a outra dessa tábua, sem pôr o pé fora dela.

Mudemos porém, as condições da experiência e façamos de conta que essa tábua está colocada à altura das torres de uma catedral. Quem terá, então, a coragem de avançar um metro apenas, nessa estreita passagem ?

São os senhores que me lêem (como se alguém lesse) ? Não, sem dúvida!

Antes de derem dois passos, começarão a tremer e, apesar de todos os esforços de vontade, fatalmente cairão ao solo.

Observem que os senhores têm boa-vontade de avançar; se imaginam que o não podem, ficam na impossibilidade absoluta de fazê-lo. Se os pedreiros, os carpinteiros são capazes de executar esse ato, é porque eles imaginam que o podem fazer.

A vertigem só é causada pela imagem que se nos afigura de que vamos cair; essa imagem se transforma imediatamente em ato, apesar de todos os nossos esforços de vontade, não importando o tamanho desse esforço.

domingo, 26 de abril de 2009

Minha personalidade, segundo Eysenck.

Eysenck's Test Results
Extraversion (64%) moderately high which suggests you are, at times, overly talkative, outgoing, sociable and interacting at the expense of developing your own individual interests and internally based identity.
Neuroticism (57%) moderately high which suggests you are worrying, insecure, emotional, and anxious.
Psychoticism (56%) moderately high which suggests you are, at times, overly selfish, uncooperative, and difficult at the expense of the well being of others
Take Eysenck Personality Test (similar to EPQ-R)
personality tests by similarminds.com

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pra me perder basta um minuto ou dois no cinza

E onde eu me encontro é debaixo da luz de um bar.
E uma banda tocando um som sobre esquecer de si mesmo.
E do piano sai uma melodia melancólica, igual ao sorriso dela.
E aquele vestido branco? Realmente eu não via ela há um tempo.
E eu sei que ela ta me olhando.
E ela ri, ela vira, ela segura o gin e tonica com firmeza.
E é assim que a sala começa a girar.
E ela vem até mim e pergunta como eu estou.
E eu consigo sentir o perfume dela e ver ela nua nos meus braços.
E no meu peito tem uma tonelada de ansiedade.
E todas as memórias me inundam como tsunamis.
E como nossos corpos flertavam em fogo.
E eu me sinto sem esperança, sem casa.
E eu me perco na bruma do vinho.
E ela vai embora com um outro.
E ela faz questão que eu veja.
E ela me olha e me tonteia.
E meu sangue ferve quando ela sai pela porta.
E sinto meu estomago digerindo as próprias paredes.
E meus amigo me perguntam o que aconteceu.
E eu respondo que vi um fantasma.
E saio acompanhado pelas luzes da rua.
E to muito bebado pra notar que todo mundo me olha.
E passo a me importar com o que os outros pensam.
E quando me dou conta, o mundo caiu.

ghost.

I envision a man sitting in a bar, and in walks this woman a woman he once loved and whom loved him.

He probably hasn't seen or even thought of her in quite some time but the minute he sees her walking by; laughing, talking, drinking, he is flooded with emotion. The memories of who they were and what they had come pouring in; reasons for why they ended their relationship are irrelevant because since it has been so long, all that is left are memories of the good times. She walks over to him and he feels just as he did when they had each other so he smells her perfume and sees her lying naked in his arms.

He remembers what it felt like to hold her, to love her, to be with her, and for all of the love to be returned.

She leaves with another man.
She makes sure he sees that she has someone else because she wants him to know that she has found love again, that she is happy, that she has everything she needs.
I assume she is clouded with emotion just as he is,
otherwise, why would she bother in making such a scene about having another?

She leaves the bar and moments later he stumbles out, to search for her or perhaps himself.

He's not quite coherent and the floods of mixed emotions aren't helping.

All he wants is to see her again, to be in that place again, that place of love and sweet bliss, but he knows that if he sees her again it will only further prove to himself that he can never have her again, that everything they are has passed over into sweet memory.

He had forgotten her for so long and now that he is reminded, what will he do?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Flyin'

Varias maneiras de viver, vivo esbanjando.
Para poder carregar esse colchão sem sustos.
Um cactos afiado deixando todo o atlas arranhado.
Sempre preciso de duas experiências para reconhecer o vilão.
Duas piscadas para fazer o seu coração afundar.

360 graus como um rolo compressor.
É assim que minha vida se move em um anel solar.
Tentar arduamente pra minha alma cantar,
mas ainda a minha caneta quer falar das coisas mais ousadas.
Não posso ficar como um soldado em torno de ti.
Aquele que não entende que não se pode competir contra algo que flui.
O sangue é a vida através da armação principal.
Ficar ciente da chacina que esta por vir.

Tudo que tenho a dar eu deixo nas ratueiras.
Porque há várias maneiras de viver esbanjando, além de toda a miséria e matemática...

Vivo com o motor no máximo, oito mil giros e esquentando.
Inocente apaixonado para onde a ação é uma pequena fração da população.
Ficar sempre na mesma é um disperdício de concentração.
Uma simples conversa é ouvir o ritmo.
Às vezes não estamos de acordo, mas não tenho medo de falar abertamente sobre isso.

Levei tudo o que eu pude pro fundo do mar.
Empacotei e preparei pra quem quiser trazer pra superfície.
Irmão, você ficar sóbrio ou chapado,
te faz ou ficar na terra ou flutando.
Mas é a enchente que arromba as portas trancadas!

um espetáculo pra mim?

Ainda posso lembrar as palavras e o que elas significaram.
Gravamos elas com nossos dedos em anos de cimento fresco.
Os dias desfocam em si, apesar de tudo parecer claro
Atravessamos tudo juntos, mas, então, trocamos de marcha.

Corremos como vampiros de milhares de nasceres de sol.
Mas mesmo quando devíamos ter ficado, fugimos.
Agora todos os meus amigos foram embora!
Talvez eu tenha crescido pra tudo o que uma vez amei.
Fugir!
Mas do que?
Sempre foi um espectáculo de mãos daqueles de uma audiência de um.
Onde eles foram?

Identidades nos assumem como nove e cinco adicionados
Sincronizar relógios para os segundos que perdemos...
Olhei para cima e vi você, eu sei que você me viu
Congelamos, por um momento, em empatia.

Eu trouxe o céu para você, mas tudo que você fez foi se eximir.
Fui ignorado.


Estamos todos bem, até o dia em que não tivermos.
A superfície brilha, enquanto o interior apodrece.
Desafiamos o por do sol e quase ganhamos!
Pisamos nos freios!

domingo, 15 de março de 2009

Little pieces of the nothing that falls.


The same train. Different city. It always makes my mind rewind. I cant even remember last time, but I don't forget how bad I missed it. It is not something that you can just replace. Nobody can do what you do, read my thoughts through my eyes. Taste this dream again gave a chance to fate.

Somebody waves me like I'm familiar. I felt the same. It makes me wanna stay forever.

It was a good waiting. Now I can see that only true remains. By touching I can make you understand what I cant say. We came from the same shape. There's no difference between us.

It took a little while for me to land. Try to figure it out. It is like the one who stepped beyond the edge. To see a rolling stone, go to the next page. You will see how good it is when you let yourself be free. Reach what no one can reach from here. Give the day away to date the night.

I'm tired. How I missed it? Is hard to believe that I'm awake. Bring me back! Be a part of me! And no matter where I am, stay by my side.

I'll wait for a wave to come. Maybe it will wash this bad thoughts and I'll lose what keeps me away from you.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Concordo!

Depois de perder minha sexta e meu sábado:

De todas as escolas que frequentei, a da rua, foi a que me pareceu melhor
Autor: Anatole France

Passar muito tempo a estudar é preguiça
Autor: Francis Bacon

Assim como todo o reino dividido é desfeito, toda a inteligência dividida em diversos estudos se confunde e enfraquece
Autor: Da Vinci

O excesso de estudo provoca erro, confusão, melancolia, cólera e fastio
Autor: Pietro Aretino

A única vantagem de estudar é gozar o quanto os outros não disseram
Autor: Fernando Pessoa

Muito estudo desgasta o corpo
Autor: Eclesiastes 12,12

É melhor aprender coisas úteis do que coisas admiráveis
Autor: Santo Agostinho

O que não dá prazer não dá proveito. Em resumo, senhor, estude apenas o que lhe agradar
Autor: Shakespeare

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Dois. Eu e tu. Sonhadores preguiçosos de uma noite de inverno fazendo planos pra primavera. Pinte o quadro, enquanto tiro minhas roupas.
Um casal desonesto. Parados lado a lado. É tu mesmo? Acha que ainda eu sou eu? A vida em círculos traz junto outras vontades.

Vamos dormir em terraços.
Vamos andar de bicleta.
Amor, vamos casar!
É o que tu quer, não?

Tanto talento. O mundo simplesmente não te entende. Como uma atriz sem palco, sem platéia. A piá continua cheia, suja. Onde tá a vontade? A paixão? Falar é fácil.
A vida em círculos nos da vontade de apagar a luz.

Vamos nos mexer.
Vamos ouvir uma música.
Amor, vamos cantar juntos!
Tu sente a melodia te tocar, não?

E se eu conseguir te amar do jeito que tu merece. Me diz, o que tu sente? Você quer isso?
Não gosto do caminho que tu ta tomando. Tu ta desatento. Fica a noite toda fora se chapando com teus amigos. Se perguntando o porquê não consegue nada. Não gosto do caminho que tu tomando.

Não gosto pra onde o caminho te levou. Chegou aqui por falta de atenção. Passa todas as noites acompanhado da mulher e da tv. A vida não conseguiu responder teus porquês Não gosto pra onde o caminho te levou.

É fácil ser pego e o peso do mundo cair sobre teu rosto. Então tira essas certezas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O que era e o que é!

Vi o sol nascer centenas de vezes enquanto filosofava entre amigos bacanas!
Terminei no México vendo os índios de olhos castanhos em suas cabanas!

Acabo de cruzar os estados unidos mais de 3 vezes em menos de duas semanas!
Tomei porres históricos e tive casos com lindas mulheres suburbanas!

Não sei se todas me amaram, mas comigo sempre foram tão francas!
Mas agora me encontro em São Petersburgo em surdas noites brancas!
Sinto saudades dos nossos tragos, estragos e tragadas.


Preciso de algo pra acreditar. Porque eu realmente ando discrente com tudo. To ficando cansado de não chegar em lugar algum, sempre achando que tudo vai dar certo no final.

Mas eu realmente não me importo mais com isso.

Preciso de alguém pra dividir as coisas. "Felicidade só é verdadeira quando compartilhada". Tenho medo de fracassar. Tenho medo do sucesso. Acho que tudo vai dar certo no final.

Mas eu realmente não me importo mais com isso.

"Sim. Sim. Sim!"

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Pneu dianteiro esquerdo.



As vezes eu fico frustrado quando as palavras saem sem sentido.
As pegadas na areia me lembram de cenas do meu longínquo passado.
Preciso que tu estejas aí mesmo se o sentimento já tiver ido.
E se me veres pensando demais, pare e escute o que penso calado.


Não to tentando te deixar pra baixo. Só quero te mostrar o que ta acontecendo comigo.

Não to tentando te deixar pra baixo. Só quero te dizer que ainda to aprendendo a enxergar.

Já corri rápido o bastante daquilo que sei que é o certo.
As areias de ontem escorrem, mesmo que a mão da vida tente segurar.
Não to dizendo que a diversão acabou contigo não mais por perto.
Só uma parada na selvageria da vida pra ver meu estreito caminho limpar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

London Journey 3

Sábado não fiz nada demais. Fui pra picadilly circus com meus colegas de quarto, esse agora com mais um componente, um paulista filhos de baianos. Um brother com dreads naturais que fala tri arrastado "entãããããããão, meeuuuu....". Parece que ele ta morrendo ao falar, mas todos aqui são muito gente boa.
Lá fomos num pub e tomamos uns pints, a £2,93. Esse não eram tão caros, porque a cerveja era gelada e muito boa! Nossa!
No domingo, depois de tentar ir até a escola a pé e acabar atrás da estação do metrô de Bermondsey (sim, andei em círculos), fiquei em função de achar um site que passaria o greNAL. Achei e assisti a vitória do Colorado! Comentei com a Lúcia e ela disse que sairíamos pra comemorar. Iríamos na Fabric, um lugar que toca música eletrônica. Não gostei da idéia, mas queria ver como era uma noite eletrônica aqui em Londres.
Dessa vez eu já tava mandando nos esquemas de ônibus e metro. Cheguei na noite uns 40 minutos antes da Lúcia...
Entramos na noite e eu logo vi que teria que puxar energias e alguns tostões do bolso pra aguentar aquela noite. Um tunti-tunti muito ensurdecedor e um pessoal com uma vibe não muito boa, fritando e suando nos seus próprios mundos, com caras que se frasem e bocas que se mordem, num teto de drogado, mesmo!
Tomei umas quatro cevas na correria, tava afim de entrar no meu mundo, de carinha, mas muito mais divertido que aquela diversão falsa dos caras, mesmo, era assustador.
A noite era muito parecida com qualquer noite de Porto, em questão de arquitetura, lembrando muito o Veneza, aquela que agora o Habbib's do Parcão ocupa o lugar. Tinha um palco na frente da pista, que todo mundo subia pra dançar. Resolvi subir também e ir pra um canto, aonde eu podia pegar as batidas da música eletrônica e fazer algumas rimas, até pra testar meu inglês. Peço uma ajuda pra subir, pois o palco devia ter um metro do chão! Quando um camarada me estende a mão e puxa, TUM! Dou uma cabeçada numa mina, que quase desmaia! Ela se vira pra me xingar e me dar um tapa na cara e, adivinha? O nariz dela ta escorrendo muito sangue! Foda, minha cabeça ta doendo até agora.
Não aguentei por muito tempo e, as 4h eu resolvo ir embora. De boa, peguei meus dois ônibus e parei na porta de casa. Estava ansioso, com milhares de planos na cabeça e inúmeros lugares sendo cogitados para deixar meu currículo.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

London Journey 2

Capt 1.
Velho, foi uma doidera! Mesmo! O livro que tu me deu anda me inspirando muito aqui!
Saí de casa por volta das 21h00. Fiquei de encontrar a Lúcia no pub que ela trabalha, o Fox & Anchor. Antes de sair de casa, fiquei umas duas horas traçando rotas possíveis dos ônibus noturnos aqui de Londres. Deixei meu flat com a certeza que eu não iria me perder.
Até o pub foi tranquilo. Só peguei duas linhas de metrô, nada demais. Cheguei lá e a Lúcia demorou pra notar minha presença. Sentei ao bar e pedi uma pint. Escolhi uma cerveja escura. Era quente e amarga, mas por £ 3,40 eu ia beber até a última gota! Enquanto eu esperava a Lúcia, resolvi fazer amizades. Tinha um sujeito, com a cara já cansada da bebida, mexendo em seu black berry e resmungando. "Complicado, não?" Eu disse, já puxando aquele papo de elevador pra ver se conseguia alguma evolução. Consegui! Passei os próximos 25 minutos conversando sobre crise, obama, mulheres, vale do rio doce, gm e tempo com um americano de Chicago que vendia locomotivas. O cara era Bo$$! Tentei até vender meu peixe, falando das minhas credencias, mas ele ja tava bebado e o escritório dele não era em Londres, então desisti pra fixar o papo nas diferenças das mulheres européias. Ele tinha um asco de britânicas!
A Lúcia chegou! Ela ta linda! Não achei ela gordinha. Ta com o rosto nunca tão belo! O cabelo curto e o piercing de argola no nariz deram uma beleza até antes escondida nela! Ficamos conversando um pouco, eu ainda tava meio sem graça, meio zonzo, a ficha ainda não tinha caído. Falando sobre futebol, fiz mais "amizades" com uns ingleses/irladeses (era um grupo miscigenado) que, mais tarde, acabariam por deixar seus pints pela metade ao irem embora! Claro que matei os dois copos!
Iríamos, eu e a Lú, para a Koko. Antes de deixarmos o pub, nós e o restante do staff presente no pub, demos um shot de Absinto com Creme. Uma delícia!
Pegamos o último metrô em direção a Camden Town. Um bairro (ou algo semelhante a isso) muito afudê! Nossa, todo o tipo de gente na rua! Pubs que não respeitavam a lei seca das 23h, pubs com música alta, pubs com gente saindo pelo ladrão!
Demoramos cerca de 10 minutos pra chegar até a Koko, vindos da estação. Entramos logo, pois já era 01h00 da manhã. O lugar é absurdamente lindo. Por fora, não se da nada, mas, por dentro, parece um teatro antigo, com apenas uma pista central (onde seriam as cadeiras) e mais quatro andares (como sendo os mesaninos). As peredes vermelhas com detalhes em dorado, e o telão gigante alternado cenas de imagens psicodélicas e filmes antigos, como Pássaros e Cantando na Chuva, davam o tom do clima da casa. Fantástico!
Sons como The Verve, Ida Maria, Franz Ferdinand, Justice e tantos outros irados que eu nunca tinha escutado, faziam a noite me dar aquela sensação de ansiedade boa. Aquela que tu fica com uma bola de ar no peito, louco pra gritar de felicidade. Portanto, fui pro bar!
Era caro. Uma dose de whisky com coca cola saía por £ 3,50. Sorte que a bartender era amiga da Lúcia. Todas as vezes que fomos no bar (todas quatro), conseguimos dose duplas em nossos drinks!
A noite foi mto irada, fiquei dançando e observando o comportamento da gringalhada. Eu ainda tava meio espiado de chegar em alguém. Eu não entendia o que a que Lúcia falava em português, imagina chegar numa mina em inglês!
Quatro da manhã! Clamp! Luzes são acessas e o som desligado. Os seguranças, num carisma ímpar, nos mandam ir embora. Eu tava feliz. Minha primeira noite em Londres!
Caminhei até a minha parada, a Camden Town "S". Peguei, sozinho, o N29 em direção a Trafalgar Square. Lá eu deveria achar as paradas P, F ou S. Não achei nenhuma, ou melhor, achei a P, mas isso depois que o meu night bus não mais passava mais por lá. Eram 04h50 da manhã, eu tava perdido e o metrô só abria as 05h30. Resolvi dar uma caminhada! Conheci a London Eye e o Big Ben! Resolvi caminhar mais, até então eu não tava cansado nem nada. Fui indo em direção ao centro, mas sem qualquer senso de direção (este, por sinal, deve ter ficado no Brasil). Acabei dando de cara com a London School of Economics! Eu, supersticioso como sempre, já pensei: "Só pode ser um sinal!". Caminhei mais uns 50 metros e vi que a estação de Holborn estava aberta. Ali eu fiquei tranquilo. Só precisava ir até Bond Street e de lá até Bermondsey, minha casa. Mas, a minha linha do metrô ficaria fechada até o meio dia e meia de sábado! Perfeito! Bom, dei um jeito e acabei em London Bridge. Sabia que era perto de casa! Olhei uma placa e vi "Bermondsey St.". Pensei que se caminhasse ao londo dessa rua, eu veria a estação do metrô e , de lá, eu saberia ir pra casa. Errado! Caminhei uns 40 minutos na direção oposta. A estação de Bermondsey fica longe da Bermondsey St!! Vai enteder...
Voltei e, depois de 02h57, desde o bus lá na frente da Koko, cheguei em casa, as 07h40 de uma manhã cinza de Sábado!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

London Journey 01

E o inevitável vem a acontecer. Uma partida assim não iria demorar pra acontecer. Logo no primeiro dia já espero ter dado a última ratiada. Perdi o bilhete de São Paulo – Madrid! Mas tive sorte. Sorte por ainda estar no Brasil. Sorte pelo brasileiro ter um jeitinho próprio. Sorte pela aeromoça simplesmente falar “Ahh! Que saco! É uma mão ter que reemitir a passagem! Faz o seguinte, entra e fala q eu fiquei com a passagem toda. Inclusive com a tua parte. Não da nada!”. Se ela diz, quem sou eu pra discordar? Ainda mais que a cagada foi minha.
Entre uma tentativa de conversa frustrada com os outros passageiros e a minha vontade de falar espanhol com a tripulação do avião, ao ponto de me entregarem o ABC de Madrid e não o Estado de São Paulo, fico curioso pra saber o que vai acontecer com o Sal e o Dean. Ainda não terminei de ler o livro, mas o estou achando fascinante!
Sentimento algum me aflige. Pensei que eu fosse ficar nervoso, ansioso, medroso e todos os “osos” que não envolvem uma forma física. Nada! Apaguei vindo de São Paulo e acordei faz pouco para jantar. Janta estúpida! Ervilhas e cenouras quentes e sem gosto! Apenas coloridas! Mas mesmo assim não fiquei nervoso. Acho que não leram o aviso de “insert coins” ainda. O fliperama ainda está ávido por um jogador. Nenhum crédito consta. Mas tenho quase certeza que o quadro muda ao aterrisar em Madrid. Não precisa nem ser em Londres.
Fico me perguntando para o que que passarem a dar valor. Será que uma boa cerveja gelada, um bom prato de comida, ou ainda esnobarei a simplicidade a ponto de continuar sempre ansioso por uma próxima aventura?
Será que um Emboá de Primavera ainda será tão significante pra mim? Ou acordarei, como o Sal “com o sol rubro do fim de tarde; e aquele foi um momento marcante em minha vida, o mais bizarro de todos, quando não soube que eu era – estava longe de casa, assombrada e castigado pela viagem, num quarto de hotel barato que nunca vira antes, ouvindo o silo das locomotivas, e o ranger das velhas madeiras do hotel, e passos ressoando no andar de cima, e todos aqueles sons melancólicos, e olhei para o teto rachado e por quinze estranhos segundos realmente não soube quem era. Não fiquei apavorado; eu simplesmente era uma outra pessoa, um estranho, e toda a minha existência era uma vida mal-assombrada, a vida de um fantasma.”
Hoje, nem sei mais se escrevo mal-assombrada, ou mal assombrada. Mas sei que após essa reflexão, uma pitada de ansiedade começa a dar um oi. Juntamente com a curiosidade. Curiosidade de saber o que e quem me espera. Francesas, italianas, russas, inglesas, suecas, húngaras, tanto faz, agora eu to focado é na aeromoça mesmo!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009


Ooohhhh
Ooohhhh

Vejo beleza em tudo. Devo ter uma percepção alegre demais.
Gosto de músicas no repeat e de brincar com animais.
Já me basto e me divirto sozinho com piadas banais.
Adoro a sensação de me deitar no sofá e zapear pelos canais.
Me irrito com a lerdeza de certos computadores e seus erros fatais.
Sempre vejo o Sol indo embora e deixando um gosto de quero mais.
Não me encanto com semelhanças, prefiro diferenças abismais.
Tudo isso pra dizer: Gustavo, é verdade que já vais?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Porto dos Casais



Cigarros e corações de papel!
Todos nossos pertences em um dinheiro de plástico!
Isso é um tchau!
Mas ainda temos mais uma noite. Fiquemos embriagados e demos uma volta!
Vamos fazer as pazes com essa cidade vazia, temos mais uma chance!

Jogue fora! Esqueça o ontem! Fecharemos com chave de ouro! Sem ouvir uma só reclamação! Eles não nos conhecem mesmo...

Assista queimar, deixe morrer, pois estamos finalmente livres, hoje!

Essa noite pode mudar nossas vidas. Tão bom estar do teu lado. Posso chorar? Vou te representar bem...
Grito com todo meu pulmão, podem pensar que a ideologia vem da juventude, mas eu digo que é muito bom ser jovem!

Todo o tempo perdido, as horas deixadas pra trás, as perguntas sem respostas...nada importa mais, pois estamos finalmente livres, hoje!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009



Segunda de manhã. La fora tá chovendo. Parece que tudo é morno em casa. Ontem foi domingo. Ninguém falava. Nenhum pingo de adrenalina.
Essa rotina é podre, mas prática pra mim. Se a gente vê, porque não conseguimos ser? Será que a gente consegue deixar a segunda começar?

Esquece de domingo. Não vai ser bom com eu lembrava que era. E esse dia, apenas esse dia, me acompanho do vinho. E tomo sozinho, pois é domingo.

A impressão que dá é que com a segunda nada muda, que a contagem regressiva próximo domingo recém começou. Eu sento em silêncio, meu livro é meu alento, já que minha próprias palavras tiram sarro de mim. Preciso de um mês de surdez. O som corrupto e os dias curtos fazem tudo menos me anestesiar...

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