domingo, 14 de abril de 2024

Gus ta onde?

Por que eu me sinto tão ansioso? Como se eu quisesse uma gratificação instantânea somado a uma eterna presença de segurança. Não consigo focar em nada. Mulheres voltaram a ser a minha busca. Me sinto com 20 e poucos de novo. Na real, eu nunca deixei de alimentar a minha sede pela conquista. Mas ao achar que isso seria ruim para o meu casamento, eu abri mão de mim. Me larguei nas cordas. Me fiz feio. E fui contra a minha natureza de criador de relações, de amizades. Ta certo que eu não aguentava mais sustentar tantas relações, sempre tive problema com isso - mas, abri mão do Silvão. De forma consciente, sem conseguir entender que o Silvão é um conjunto de fluxos. E que querer abrir mão de um fluxo - alcool em excesso - não precisa abrir mão do pacote todo. Não entendia isso e fiz nascer o Gus. Agora que o Silvão tá de volta, o Gus tá aonde?



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

O Tao de mim X

O foco tem forma.
O TE o preenche como a água se molda ao curso.

Por isso o Sábio,

Sabe abandonar
e com isso prosseguir.
Adota o que semeia
sem medo de evoluir.






As you leave please won't you close the door?

O tempo passa lentamente.

Se assim tu querer.

O tempo é teu. Entende isso. Assim como tu tem a altura X, o largura Y e a profundidade Z. São todas dimensões. Tu tem tempo. E tu faz o que tu quiser com ele, mas entende que teu tempo é limitado. Tu o tem, mas pode perder. Pra que esperar?

Por que tu espera? Porque se preparar para uma grande estréia? Porque não fazer do dia a dia teu palco, permitindo que tudo que ta preparando para florescer, floreça? Simples.

Porque tu volta àquilo que não tem mais graça? Cade a quebra no paradigma da tua própria realidade? Não acha que porque tu sabe que tu pode relaxar. Muito pele contrário. O saber te dá a possibilidade de um melhor fazer.

Já sabes que teu coração é pesado, lento e grande. Mas talvez seja a hora de deixar ele mandar um pouco. Saber, sentir, ser. Daí tu faz. E somos aquilo que fazemos constantemente, já dizia o Mestre Aristóteles.

Lidera pelo exemplo.
Seja a mudança que tu quer ver no mundo, Ghandi suspirou.
Quem faz é. Quem é o que sabe, não faz. Quem é o que sente é escravo.
Faz aquilo que tu sabe de acordo com aquilo que tu sente. E te desejo um bom ser.

Recomeço 2

 Eaí, meu. Tudo bem?

Primeiro, quero te pedir desculpas. Sumi. Sumi e não te procurei. A última lembrança que eu tenho é da tua mensagem contando que tinha se separado. Fiquei espantado e combinamos de falar. Não falamos.

Eu entrei numa depressão fodida durante a pandemia. Tive que recorrer a um tratamento psiquiátrico. Também passei a exagerar no álcool. 

Não são desculpas. São contexto.

Eu, agora, passo pelo mesmo que tu passou. Eu e Amanda estamos nos separando. O que tínhamos morreu. Ela diz não ter energia para reconstruir. Eu aceito. 

E nessa dor que eu achei que não ia sentir, eu lembrei de ti. 

De como eu não estive lá quando tu precisava, mesmo já morando em cidades distintas. 

De como, de longe, parece que tu te reergueu bem.

E de como eu deixei secar a plantinha linda da nossa amizade. 

Esse fim de relacionamento está sendo muito tranquilo e maduro. Nesse processo, me dei conta de sentimentos - algo que eu estava com dificuldades. Um sentimento que me saltou foi: como eu entrei numa pira de auto suficiência que me recortou de todas as relações fora do meu casamento. Não fiz porque me pediram, não fiz porque achei que era o certo. Fiz porque esse foi um funcionamento autômato - parte da minha forma de se expressar.

Que bom que me dei conta.

Enfim, estarei em POA por 2 semanas - entre 09/03 e 24/03. Seria ótimo encontrar para tomar uma cerveja ou um café. Vamos?

Abraço,

Silvão


Recomeço

O que a Amanda me ensinou?

Que Better man saio agora?

Aprendi que pôr as coisas como garantidas é um erro mortal.

Aprendi que a reforma íntima é algo que não se planeja. Justamente por que não se pode pôr uma garantia na transformação.

Aprendi que tenho um encaixe, uma forma que me coloca numa posição de entregar meu poder. Não por pedidos, mas por achar que é assim que as coisas funcionam. Como se eu estivesse sempre me justificando para a minha mãe, dando satisfações que constantemente cerceiam a minha liberdade - não real, mas imaginária. A liberdade de quem acha que não pode, como aqueles cavalos que se acham presos quando atados a pequenas estruturas.

Aprendi que se anestesiar nunca é a melhor solução. Que se encharcar, se embeber em álcool, vira o viço da vida ao avesso. Um tempo vivido e não lembrado é um tempo desperdiçado.

Aprendi que meu pai tem mais crédito do que eu admito, porém isso não apaga suas cagadas. Me ensinou a enxergar quando é o orgulho que grita, e como não deixar ele tomar conta. Sinto um pouco de raiva. Uma frustração que não parece ir embora. Fico pensando se acho que é por que me sinto privado de algo, ou se foi simplesmente por não ter saído antes de ser saído. Aí é algo que meu pai pode ter me amaldiçoado: me ensinou a sempre sair primeiro de uma relação. "Quando acha que ela vai acabar, acaba antes para sair por cima". Acho que essa consciência é algo que não ajuda. A crença de que alguém tem que sair por cima é ridícula, embora compreensível - para uma criança. 

As vezes acho que meu pai já nem concordaria mais com isso. Foi na minha infância que ele começou a me contar coisas sobre relacionamentos. Me marcou. 

Voltando a Amanda: aprendi que também não é bom sair contando tudo que se fez, tentando criar alguma percepção positiva, ou mexer com a pessoa. É algo que uma criança também faria. Uma criança orgulhosa que quer mostrar que o dia foi ótimo sem a presença do outro. Por que insistimos em mostrar que está tudo bem, quando não se está?

O próprio fato de eu estar escrevendo agora e desejando que ela ouça no quarto ao lado. O fato de eu ter buscado minhas roupas, como se isso fosse magoa-la. A tentativa de causar comoção ao tirar as minhas coisas da mesa de cabeceira. 

O que a frase "Quem foca em oportunidades, tem mais oportunidades. Quem foca em problemas, tem mais problemas" tem a ver?



sábado, 9 de maio de 2015

The subject of this seminar
Is going to be
Daoism

Numa alma livre
De pensamentos e ilusões,

Nem mesmo o tigre encontra espaço
Para cravar suas duas  garras fácil.

A mesma brisa passa
por pinheiros da montanha
E por carvalhos de um vale;

Então, por que produzem notas tão simplesmente diferentes?

Nenhum pensamento, nenhuma reflexão,
Um vazio perfeito. É uma só emanação.

Nenhum pensamento, nenhuma reflexão,
Um vazio perfeito. É uma só emanação.

All mathematics is done on a flat sheet of paper until very recent times.

But it makes a great deal of difference, because this world isn't flat.

Porém, algo se move ali,
Seguindo o próprio curso.
Verdadeiro em ir e vir.

Os olhos vêem,
As mãos não alcançam:
A lua no riacho é só mais um ouro de tolo.

Nuvem e névoa
Transformações da terra e céu.
Acima delas, brilham eternamente a Lua e o Sol.

A vitória é para aquele
Que, mesmo antes do combate,
Não pensa em si mesmo,
Obedecendo à não-mente da Origem.

If you draw a circle on a flat sheet of paper it has an inside and an outside which are different.
On the other hand if you draw a circle around a doughnut the inside and the outside are the same. So what we are first of all saying is that the Tao cannot be explained.

Let's say that our starting point is that we forget what we know - or think we know. That we suspend judgment about practically everything, returning to what we were when we were babies.

We have no means of making an intellectual or verbal commentary on what is going on.

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