segunda-feira, 19 de janeiro de 2009



Segunda de manhã. La fora tá chovendo. Parece que tudo é morno em casa. Ontem foi domingo. Ninguém falava. Nenhum pingo de adrenalina.
Essa rotina é podre, mas prática pra mim. Se a gente vê, porque não conseguimos ser? Será que a gente consegue deixar a segunda começar?

Esquece de domingo. Não vai ser bom com eu lembrava que era. E esse dia, apenas esse dia, me acompanho do vinho. E tomo sozinho, pois é domingo.

A impressão que dá é que com a segunda nada muda, que a contagem regressiva próximo domingo recém começou. Eu sento em silêncio, meu livro é meu alento, já que minha próprias palavras tiram sarro de mim. Preciso de um mês de surdez. O som corrupto e os dias curtos fazem tudo menos me anestesiar...

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