quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pra me perder basta um minuto ou dois no cinza

E onde eu me encontro é debaixo da luz de um bar.
E uma banda tocando um som sobre esquecer de si mesmo.
E do piano sai uma melodia melancólica, igual ao sorriso dela.
E aquele vestido branco? Realmente eu não via ela há um tempo.
E eu sei que ela ta me olhando.
E ela ri, ela vira, ela segura o gin e tonica com firmeza.
E é assim que a sala começa a girar.
E ela vem até mim e pergunta como eu estou.
E eu consigo sentir o perfume dela e ver ela nua nos meus braços.
E no meu peito tem uma tonelada de ansiedade.
E todas as memórias me inundam como tsunamis.
E como nossos corpos flertavam em fogo.
E eu me sinto sem esperança, sem casa.
E eu me perco na bruma do vinho.
E ela vai embora com um outro.
E ela faz questão que eu veja.
E ela me olha e me tonteia.
E meu sangue ferve quando ela sai pela porta.
E sinto meu estomago digerindo as próprias paredes.
E meus amigo me perguntam o que aconteceu.
E eu respondo que vi um fantasma.
E saio acompanhado pelas luzes da rua.
E to muito bebado pra notar que todo mundo me olha.
E passo a me importar com o que os outros pensam.
E quando me dou conta, o mundo caiu.

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