sábado, 30 de julho de 2011

Lupir cansou das últimas batalhas. A marcha de volta á casa fora fantasiosa: A marca era cada vez mais evidente. O pensamento naquele fatídico dia de amanhã ainda rondava, como que a procura de conclusões objetivas.

- "Qual o porquê de tantos estarem perdidos? O que faz o ceder facilmente ser um impulso, invés da força?"

Não conseguia explicar a relação. Sonhava acordado com uns tentando encontrar, mas caindo em areia movediça:

- "Era como se a cada passo de salvação o chão cedesse.
Tu não te dá conta no começo. Pensa que nada mais é do que a dificuldade natural de se mexer com outra densidade.
Continua tentando sair dali. Cada vez com mais vontade. O pânico ainda dorme.
É natural pensar que é só apoiar-se em alguma outra superfície, ou algum galho.

Tudo erosa, tudo quebra.

Da cintura pra baixo. Mãos livres. Respirando e confiando. O pânico já da sinais. Uma terceira onda de pensamento entra em jogo: o negativo.
Talvez seja a hora. Mas o instinto de sobrevivência sobrepõe no solavanco.

Começa a se debater.
Com raiva, começa a se debater. Com medo, começa a se debater.

Totalmente cego pelo instinto, o pensamento negativo chama e fala: tu vai morrer.
Não tens o conhecimento. Não sabes sair sozinho.

Como um último lampejo, tu tranca a respiração, reza e conclui: Vivi bem. Vivi em virtude.

Cai ná agua."

- "Mããããããe! Só cai no abismo quem tem asas!" - anunciou a brilhosa conclusão ao chegar em casa.

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