terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Acredite-me quando vos falo, ó, meu povo: Não haverá lugar para julgamentos." - gritou o Rei, ao começar o discurso das festividades de Gaia.

Há dois mil anos, na sua última troca de pele, Gaia passava pelo mesmo ritual: Uma nova consciêcia afloraria em seus filhos e estes entenderiam qual o rumo da virtude.

O plano era simples: descemos uma das nossas melhores almas a um humano preparado.
Basicamente, uma parte do rebanho de Gaia ainda não evoluíra o suficiente para unificar os planos de existência dentro de si.

- "Vamos embeber um grande homem num espírito mestre." - foi a sentença.


O plano funcionou: Muitos entraram no fluxo e seguiram seu caminho compreendendo o dever do seu tempo.

Um bom grupo, daquela época, teve grande êxito.
O desenrolar da história foi a fatalidade do hoje, porém.

O reponsável por propagar à consciência ocidental a mensagem de uma era sucumbiu, primeiramente num plano astral, para depois se perder no físico.

Destruiu com toda a influência de outros mestres e prendeu muitos filhos numa ilusão embasbacante.

Isso nos levou a momentos negros.

Desde então, aqueles cientes aguardam pela escamação da mãe. Todos juntos numa corrente uníssona.

Esperando para sentir o cheiro e o gosto de uma nova cor.

Estava quase.




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