sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Fazia tempo que Panteleão não se sentia assim.
Da alma o livre arbitrio fora usarpado.
Ele não mais respondia à sua vontade e sim à imagem que fazia dela.
Cicatrizes de prática não foram o suficiente para o coração se endurecer.

A frase que lera no livro martelava.
TUM TUM TUM!
TUM TUM TUM!

Não sabia a voz de Fitzgerald, mas imaginava sem distorções o homem recitando:

"There are all kinds of love in the world, but never the same love twice."

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