quarta-feira, 28 de maio de 2014

Going Home

Não me sinto mais a vontade contigo. Toda a vez que minha gana de gritar passa, que a nada gratificante sensação de insegurança some, tu me rasga.
Assim como uma estrela que se equilibra entre a gravidade que quer implodi-la e a energia que quer explodi-la, eu fico brilhando, como se tivesse achado o meio termo de um astro.
Dentro de toda a desordem organizadora, eu tento ver algum motivo pra aguentar essa repulsa saudável pra ti e aprisionante pra mim.
Mas assumo parte da culpa. E a aceito. Me dou conta de como não vai ser por ser utópico. Te descarto. Me reanimo.
Assim como tudo num Universo espaço-tempo, a cada segundo estamos mais longe da castástrofe de um big bang. E se não levarmos como uma gênese constante, nos repeliremos.

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