Acredito ser necessária uma breve apresentação da energia: ela é finita, mas se alimenta ao ressoar com o infinito. Possui caráter dualista, sendo necessário um equilíbrio para que brilhe no máximo. A explosão misturou a harmonia e agora cabe ao tempo fomentar o balanço. “Como?”, perguntam. Pois o próprio dualismo é a resposta. Se formos traduzir para o nosso entendimento, masculino e feminino seriam os melhores adjetivos para descrever. A energia é uma e contém em si dois comportamentos diferentes. Um fecunda e o outro gera. E assim o tempo faz sua parte, na espera da interação.
Viajei por tudo e compreendi a imagem que me foi mostrada. Não sei explicar, porém. O mesmo processo ocorre concomitantemente “não vazio” afora. Pedaços femininos orbitam ao redor de pedaços masculinos, captando a energia que as preenche. Tudo se torna o mesmo, ocorrendo em erupções de líquidos específicos. Não existe cor, pois não há quem veja. Não há barulho, pois não tem que o escute. Diferentes tipos de influências recíprocas vão acontecendo. Há de se entender que o equilíbrio precisa estar presente em cada instância. Muita energia masculina queima o astro. Pouca energia masculina ocasiona numa maior espera ou num potencial de gestação nunca realizado.
Gostaria que ficasse claro o fato de que uma probabilidade, digamos 1/5, ocorrer devido a outra probabilidade, 1/9 por exemplo, aumenta a possibilidade de um evento não ocorrer, 1/45. Aumentem os números do exemplo até que não saibam mais como contar e ainda assim estaremos longe de um quadro plausível. Se pudéssemos processar a lógica matemática para que um fragmento fértil consiga ser fecundado, voltaríamos para a origem. Antes do nada ser nada. O pensamento por aí começa. O dever encontra um propósito: Prosperar. Pois mostra-se propício. Por prosperar, porém, pondero. Não tem a ver com ganhar. Tem a ver com progredir da melhor maneira possível.
Algo vem antes do nada, que deixa de ser nada na explosão. A explosão espalha e expande o espaço vazio. A possibilidade da interação acontece e a energia reencontra o equilíbrio numa nova forma que ela mesmo gesta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário