Fatal como o destino.
E o pior é que ninguém do casal sabe onde é que se situa o auge.
A linha divisória pode desenhar-se de repente, quando uma pessoa pensa que ainda estava a pisar terreno seguro. Ninguém tem maneira de saber. Alguns atingem esse pico no começo do relacionamento, e depois espera-os uma vida perfeitamente monótona e sem chama, alimentada pelos sentimentos gloriosos do passado. Outros continuam sempre em ascensão até o fim; outros acabam no seu máximo esplendor.
Muitos casais vivem em estado de permanente arrebatamento e estão mortos quando chegam aos trinta anos. Depois há aqueles, que abençoados pelo destino, como é o caso de Picasso, que aos oitenta e muitos anos ainda pintava quadros cheios de vigor, não param de evoluir e não sabem o que é declínio.
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