cara, terminei de ler o clube da luta.
chegou quinta feira aqui em casa e precisei do sábado e domingo para ler todo.
devorei. mais de 100 páginas por dia.
acabei de ler agora e ainda estou transtornado com a cena da última luta, com dentes que cortam línguas e mão em carne viva.
no pósfacio o cara lê e vê que o autor não quis escrever uma grande obra prima que revelasse traumas psicológicos de uma geração. mas ele o faz. e é incrível a semelhança do teto do livro com a explicação que o the last psychiatrist faz do mito de echo e narsciso.
como, na real, não nos tornamos homens. aliás, somos criados para evitar que o homem em nós cresça por si, num processo natural de enfrentar o ambiente.
não temos um ambiente puro para enfrentar, e sim uma guerra contra padrões mentais que são criados e reforçados desde que somos projetos de gente.
como tudo parece confabular para que a sociedade seja um mecanismo retroalimentável, criando para si o que vêm a construir a sua evolução.
Li esses dias que todos os mestres espirituais de verdade foram rebeldes. lutaram contra um status quo social, e por isso quebraram paradigmas. e criaram tbm. tudo por terem a força de seguir o que a alma deles diz.
buda poderia ser um grande rei ou um grande homem.
Não tem diferença quanto a manifestacao das aptidoes, mas sim do molde mental que cada tem/ foi ensinado a ter.
o padrao psicologico é de acordo com o tamanho da percepçao consciente do individuo. no final, tudo se resume ao que o cara já sabe e sempre soube.
é como se, aos poucos, começássemos a nos dar conta que nossa vida adulta tem o mesmo cheiro da nossa infância. que nada é tão diferente ao ponto de mudar quem somos. e não tem problema em ser quem somos, mas sim em tentarmos mudar conscientemente quem somos.
e isso acontece pro bem e pro mal. mais pro mal do que pro bem.
e uma coisa tira a coberta da outra, como se buscasse um equilibrio.
tentamos ser à medida em que não conseguimos nos expressar. e não conseguimos nos expressar por causa dos condicionamentos que acreditamos."vou correr para ser mais saudável" "nao pego essa mina porque sou menos que ela".
encho a cara porque gosto. mas encho a cara para tapar o que não quero ver.
talvez encarar o proprio ser e lhe dar ouvidos seja o virar homem.
o problema é que não damos ouvidos a ninguém por confundir quem está no controle.
tem um eu aí. talvez alguem que queira ser por si só e alguem que acredita como deveria ser.
uma dicotomia que não existe na criança.
eu to cada vez mais feliz em sentir o cheiro da minha casa da praia e do carro do meu pai.
Um comentário:
Muito bom!
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