quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A primeira reunião no IA a gente nunca esquece.

Boa noite, meu nome é Jesus.

Sou carpinteiro, mas o faço pois é essa a profissão de meu pai.

Tenho 29 anos e já faz algum tempo que me encontro desiludido com o mundo.

Os Romanos estão acabando com tudo, com sua luxúria e desgraça vão acabar caindo.

Sou judeu, nasci em Belém.
Me acho um homem espiritualizado.

Estou aqui, pois cheguei a um ponto da minha vida aonde eu não sei mais para onde ir.

Não que eu não tenha escolhas. Eu tenho.

Mas ando tropeçando em meus passos.

A vontade que tenho é de começar a escutar essa voz que se auto denomina "Cristo" e que me mostra como devo proceder. Ela tem um bom discernimento. Acredito que seja algum resultado dessa minha indignação. A maneira que encontrei pra me mostrar o que não quero ver.

Talvez eu precise escutá-la mais.

- Bem vindo, Jesus. Aqui estamos todos juntos. Alguém tem algo a falar ao nosso novo membro?

- Boa noite, Jesus. Seja bem vindo. Já pensaste na possibilidade de ser um sensitivo? Te falo isso, pois teve uma menina que morava aqui na Judéia que dizia conversar com uma voz alheia à sua cabeça. Era minha filha, Eve. Essa voz dizia que era de outro plano, que sua única vontade era ajudar minha filha a se tornar um com o mundo e assim apaziguá-lo. Muitos vieram vê-la, escutar o que Eve falava. Mas quando os romanos descobriram, pegaram minha filha e não mais a vi. Desde então frequento o IA na busca de um propósito.

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