terça-feira, 20 de abril de 2010

Talvez tu esteja certa. Passar para palavras todo esse turbilhão seria injusto. O mesmo que encarcerar uma fada. Nem uma frase. Nem um livro.
Quando tu fala, eu sei que tu fala a tua verdade.
Se, apenas, eu pudesse congelar todo aquele momento de tempo em que eu fico anestesiado. Aquele momento de tempo em que tu fala e eu escuto. Guardo e contento-me com a minha certeza.
Nada mais é o mesmo. Tudo é um final diferente. Apesar do silêncio assustador do teu sorriso, do saber que tudo pode se estraçalhar, tudo é um começo diferente. E eu to sempre aprendendo.
Assustado como todos que o já fizeram, eu não largo. A volta dada foi grade demais.

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